sexta-feira, 6 de março de 2026

WILL EISNER no Memorial do Gibi

 WILL EISNER no Memorial do Gibi


Considerado um dos mais importantes artistas de HQs e uma das maiores influências no desenvolvimento do gênero, William Erwin Eisner nascido dia 6 de março de 1917 foi desenhista, roteirista, arte-finalista, editor, cartunista, empresário e publicitário, filho de judeus imigrantes (o pai era uma artista oriundo da Áustria).

Eisner teve uma importância decisiva para demonstrar que histórias em quadrinhos não são só um meio de entretenimento apenas para crianças e adolescentes. Além de sua carreira de quadrinista, ensinou técnicas de HQs na Escola de Artes Visuais de Nova York, e escreveu obras fundamentais na criação de quadrinhos: Quadrinhos e a Arte Sequencial (Comics and Sequential Art) e A Narrativa Gráfica (Graphic Storytelling).

O personagem mais associado a ele é 'The Spirit', um detetive mascarado chamado Denny Colt, um herói sem super-poderes que protege os habitantes da fictícia Central City.

A série se destacou pela inovação dos enquadramentos — quase cinematográficos, com efeitos de luz e sombra — e pelas inovadoras técnicas narrativas, além da qualidade do roteiro e da arte, com belas mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que enfatizavam sobretudo o aspecto humano dos personagens.

Ao mesmo tempo que desenhava The Spirit, Eisner fundou a American Visuals Corporation, empresa dedicada a criação de comics, vinhetas humorísticas e ilustrações, que acabou tomando a maior parte do seu tempo, separando-lhe da criação de histórias. Somente quando o editor holandês Olaf Stoop reeditou The Spirit, no começo dos anos 70, Eisner voltou a interessar-se pela criação de histórias em quadrinhos. Em 1978 produziu 'Um Contrato com Deus' (A Contract With God), que consiste em quatro histórias acerca da vida no Bronx nos anos 30, sendo uma delas inspirada numa tragédia pessoal, a perda de sua filha.

Depois desta obra, Eisner prosseguiu criando graphic novels com regularidade, como Um sinal do espaço (Life on Another Planet, 1983), O Sonhador (The Dreamer, 1986), New York - A Grande Cidade (1986), O Edifício (The Building, 1987), Ao Coração da Tempestade (To the Heart of the Storm, 1991), Invisible People (1991-92), entre outros. Um mês antes de morrer concluiu sua obra mais política, O Complô (The Plot, 2005), um ensaio gráfico sobre a história da farsa do livreto Os Protocolos dos Sábios de Sião.

Em 1988 a indústria dos quadrinhos prestou tributo à Eisner criando o Prêmio Will Eisner, que se tornou uma das mais renomadas premiações do meio das histórias em quadrinhos.

Will Eisner morreu em 3 de janeiro de 2005 aos 87 anos.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

17 DE FEVEREIRO - 90 ANOS DO FANTASMA

 17 DE FEVEREIRO - 90 ANOS DO FANTASMA


Esse senhor herói merece respeito e, por isso, nada mais justo que lhe render homenagens. Sabe-se, que o Fantasma foi o primeiro herói fictício a vestir um traje colante que se tornou uma marca registrada dos super-heróis de histórias em quadrinhos, e foi a primeira série a mostrar uma máscara sem pupilas visíveis (outro padrão de super-heróis).

Além da Editora Abril, o personagem foi publicado por muitas outras editoras em seu gráfico trajeto no Brasil. Vida longa ao eterno Espírito que Anda! 



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 Se você acha que todo herói da DC resolve problemas com socos ou gadgets milionários, então está na hora de conhecer Vic Sage, o homem que fez da pergunta a sua maior arma: o Questão.


Vic Sage não tem superpoderes, não voa, não é imortal. Ele é um jornalista investigativo obsessivo pela verdade, do tipo que não aceita respostas fáceis. Para Vic, o mundo é uma mentira mal contada, e alguém precisa rasgar o véu. Foi assim que nasceu o Questão.
Seu visual já diz tudo: terno, chapéu, sobretudo... e nenhum rosto. Graças a uma máscara especial, Vic literalmente apaga sua identidade facial, tornando-se um símbolo vivo da pergunta sem resposta. Quando ele aparece, não importa quem você é. importa o que você esconde, os seus segredos... e ele vai descobrir cada um deles.

Diferente de heróis como Batman ou o Superman, o Questão não luta apenas contra o crime comum. Ele enfrenta corrupção sistêmica, conspirações, governos podres e verdades desconfortáveis. Suas histórias mergulham em paranoia, filosofia, moralidade e aquela sensação constante de que “tem algo errado aqui”.
Com o tempo, Vic Sage deixou de ser apenas um vigilante urbano e passou por uma transformação profunda. Treinado por Richard Dragon, ele aprendeu artes marciais, meditação e autocontrole, tornando-se um combatente mais centrado, mas sem perder sua desconfiança natural do mundo.
O Questão é aquele tipo de herói que incomoda. Ele não traz conforto. Ele não dá finais felizes. Ele aponta o dedo, faz você pensar e vai embora antes da resposta chegar. Em muitas histórias, ele não vence... ele apenas expõe.
Talvez por isso seja tão marcante... ou isso ou a mascara maneira. Vic Sage representa a ideia de que a verdade não é simples, nem segura, e que fazer as perguntas certas pode ser mais perigoso do que qualquer supervilão.
Autor: @ericburo_